quinta-feira, 15 de março de 2012

Para entender a internet – Resenha


Não se pode negar a interatividade em meio analógicos. Definitivamente não. O autor expõe durante o texto uma idéia de duas categorias de interatividade. Basicamente, uma categoria abrange a interatividade instantânea e uma interatividade a longo prazo. Exemplificando, podemos dizer que a internet e o rádio pertencem ao primeiro caso e o jornal impresso ao segundo. Além disso, o auto deixa claro que não necessariamente uma pagina na web será interativa. Não podemos considerar interatividade, apenas meios com participação instantânea do publico. Quando não tínhamos a internet, as redações recebiam quantidades absurdas de cartas que eram filtradas. Hoje, o filtro passa pelos e-mails, mas a interatividade (ou, para os mais velhos, interação) em si não mudou. Assim, acreditamos que ela independe da velocidade com que é executada, tal como o autor define no texto.
Talvez, aproveitando-se da falta de conceito para alguns do que é interatividade, algumas empresas estejam tentando se aproveitar deste fato para venderem produtos já existentes, como diz o autor no texto. Web 2.0 nada mais é, senão o surgimento de sites que se utilizam de ferramentas de interatividade instantânea. O mau uso desta expressão poderá acarretar na “web 3.0”. Por outro lado, o verdadeiro sentido desta expressão, corrompido por algumas empresas, foi o que permitiu a invenção do jornalismo colaborativo.
Esta ferramenta importante que, segundo o autor, ainda não é explorada na sua totalidade, permite com que o público informe as pessoas sobre alguma situação não tão divulgada e que possa ser importante para algumas pessoas. No entanto, o autor destaca que tais informações nem sempre são bem aproveitadas devido ao fato de a maioria das pessoas não ser da localidade citada ou de não haver um destaque editorial para o que esta sendo falado. Ha também a necessidade de haver um filtro para estas pro-atividades do publico, pois nem sempre a notícia é relevante. Ou há também aqueles que tentam pregar pecas contando mentiras.
Por fim, os três textos têm em comum o fato de tratarem sobre temas que abordam a velocidade da informação e como isto se revolucionou com o surgimento da internet. As cartas viraram e-mails, o espectador virou informador e a interação, por vezes lenta, tornou-se interatividade instantânea. Nada do que se fala ou do que se escreve passa despercebido aos olhos de quem está prestando atenção na informação. Isto trouxe um acréscimo de qualidade à profissão, mas também uma carga extra de responsabilidade, porque tudo que está sendo falado agora pode ser cobrado em menos tempo do que se pode imaginar.

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